Loriga
é uma freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade
populacional de 37,51 hab/km². Tem uma povoação anexa, o Fontão.
Loriga
encontra-se a
20 km
de Seia, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é acessível pela EN
231, e tem acesso directo à Lagoa Comprida, pela N338, estrada concluída
em 2006, seguindo um traçado pré-existente, com um percurso de
9,2 km
de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m (Portela do Arão) e
1650m, junto à Lagoa Comprida.
É
conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária
localização geográfica. Está situada a cerca de 770m de altitude,
rodeada por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de
altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada por dois cursos de água:
a Ribeira das Naves e Ribeira de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R.
para formarem a Ribeira de Loriga, um dos afluentes do Rio Alva.
Está
dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e culturais, que
abrangem todos os grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o
Grupo Desportivo Loriguense, fundado em
1934, a
Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1906, os Bombeiros
Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem
para lá dos limites da vila, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma
das últimas obras sociais de relevo, e a Escola Básica Dr. Reis Leitão.
Ao
longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a
Amenta das Almas) e festas em honra de Sto. António (durante o mês
Junho) e S. Sebastião (durante o mês de Julho), com as respectivas
mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades
religiosas é a festa dedicada à sua padroeira, Nª. Srª. da Guia, que
se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de Agosto.
No
segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no
Fontão.
Dos
motivos paisagísticos que mais impressionam o olhar descuidado do
viandante é sem dúvida quele que se vislumbra do pitoresco miradouro da
Penha d`Águia, na estrada Viseu-Covilhã, sobre a encantadora Vila de
Loriga. Tudo neste cenário é grandioso, atraente e emotivo!...
À
distância erguem-se imponentes, hirtas como estátuas a desafiar o
infinito do Céu, as Penhas dos Abutres e do Gato, com
1900 metros
de altitude, em cujos recortes se cavam profundos vales e nestes correm
velozes e sinuosas as águas cristalinas das ribeiras de S. Bento e das
Courelas, que em deleitosa afeição, acariciam de permeio num castelo
maravilhoso de intermináveis socalcos que o homem ergueu um dia com o
suor do seu rosto, para formar esse altar bendito, em que se alcandora e
progressiva vila de Loriga.
Daqui
se divisa a capelinha da Senhora da Guia, que branquinha no cimo de um
monte e na calada da noite, é bem o farol de todos que a avisam. A
Portela do Arão, a Fonte dos Amores, o caminho do Fontão, a Vista Alegre
e tantos outros lugares, sobressaiam da rotina dos nossos olhos, que não
param de os contemplar, a jusante de Loriga, as duas ribeiras entrelaçam-se
para sós envolverem caprichos do seu feitio irreverente, que o eco da sua
ressonância leva bem forte até à confluência do rio Alva e deste em
mais suave murmúrio até aos campos marginais do poético Mondego.
Lugar
aprazível por excelência. Aqui o turista, teria deste modo, um seguro
ponto de apoio para a prática dos desportos de Inverno e uma autêntica
casa de abrigo, para respirar a plenos pulmões, o ar vivificante da
altitude, bem como deliciar-se no Verão com a Praia Fluvial!...
Não
temendo confronto em beleza e imponência, este cantinho serrano, onde só
se ouve de quando em vez, o chilrear das avezinhas, a melodia do pastor,
bem merecia ser olhado com mais porfiado interesse.